Bombeiros Voluntários
Porque falar das Associações de Vizela, é também falar da história de Vizela irei, a partir de hoje, falar um bocadinho da história das várias associações de Vizela, não me preocupando com uma cronologia rígida e cega, rigorosa ou metódica, mas tão-somente falar um pouca de cada uma
Vimos já em anteriores postagens que, no segundo quartel do século XIX, Vizela era já uma povoação com alguma importância.
Aliás, se quisermos perder (ou ganhar…) um pouco de tempo a calcorrear algumas das ruas da cidade, vemos nas fachadas de algumas casas, a data da sua fundação, que nos remetem para aquele período. Assim não é de admirar que, em face da presença, já significativa, de aquistas e familiares, além dos naturais e outros visitantes, se inquietassem alguns espíritos face a uma hipotética desgraça. Para prevenir alguma desgraça, a Câmara Municipal de Guimarães, em 1865, mandou para Vizela, uma pequena bomba sem pessoal algum, pelo que quatro vizelenses se adestraram no manejo dessa bomba e se constituíram em bombeiros voluntários, prestando relevantes serviços aos seus conterrâneos.
Em Novembro de 1876, Armindo Pereira da Costa reúne em sua casa um punhado de vizelenses e constitui-se a primeira comissão que ficou assim ordenada: Armindo Pereira da Costa, António Pedro barros de Lima, António José Dias Pereira, Dr. Abílio Torres, Joaquim Ribeiro da Costa, António de Azevedo Varela, Luís Antunes Pereira, Joaquim de Freitas Ribeiro de Faria, Joaquim Pinto de Sousa e Castro, João Ribeiro de Freitas Guimarães e Clementino Marcelino de Oliveira.
Nesta reunião é eleita a 1ª Direcção que foi presidida pela Dr. Abílio Torres. Armindo Pereira da Costa foi nomeado 1º Comandante e Joaquim António da Silva, 2º Comandante. Organizam-se peditórios e quermesses, cujos produtos revertem a favor da Corporação, possibilitando a compra de diverso material.
Era o dia 8 de Maio de 1877 e numa bela manhã, o Corpo Activo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela, com 30 homens garbosamente fardados, percorre as ruas de Vizela, depois de assistir a uma missa na igreja paroquial de S. Miguel.
Possuíam os bombeiros na altura o seguinte material: Uma bomba grande de 2 agulhetas, que custou 450$000 reis; 2 mangueiras que custaram 102$000 reis; um carro de material (escadas, bicheiros, machados, etc) que custou 150$000 reis; fardamento que custou 600$000 reis, etc. Todo este material foi comprado por donativos que a comissão instaladora consegui arranjar, lamantando-se na altura (se calhar, como agora!) o facto de ter somente doze sócios.
Ao longo destes quase 130 anos de existência, muitos são os louvores, condecorações e outras comendas que os Bombeiros já receberam, mas certamente o mais significativo de todos será o que foi concedido por D. Carlos I, em Carta Régia, atribuindo-lhes o titulo de Real Associação.
Porque falar das Associações de Vizela, é também falar da história de Vizela irei, a partir de hoje, falar um bocadinho da história das várias associações de Vizela, não me preocupando com uma cronologia rígida e cega, rigorosa ou metódica, mas tão-somente falar um pouca de cada umaVimos já em anteriores postagens que, no segundo quartel do século XIX, Vizela era já uma povoação com alguma importância.
Aliás, se quisermos perder (ou ganhar…) um pouco de tempo a calcorrear algumas das ruas da cidade, vemos nas fachadas de algumas casas, a data da sua fundação, que nos remetem para aquele período. Assim não é de admirar que, em face da presença, já significativa, de aquistas e familiares, além dos naturais e outros visitantes, se inquietassem alguns espíritos face a uma hipotética desgraça. Para prevenir alguma desgraça, a Câmara Municipal de Guimarães, em 1865, mandou para Vizela, uma pequena bomba sem pessoal algum, pelo que quatro vizelenses se adestraram no manejo dessa bomba e se constituíram em bombeiros voluntários, prestando relevantes serviços aos seus conterrâneos.
Em Novembro de 1876, Armindo Pereira da Costa reúne em sua casa um punhado de vizelenses e constitui-se a primeira comissão que ficou assim ordenada: Armindo Pereira da Costa, António Pedro barros de Lima, António José Dias Pereira, Dr. Abílio Torres, Joaquim Ribeiro da Costa, António de Azevedo Varela, Luís Antunes Pereira, Joaquim de Freitas Ribeiro de Faria, Joaquim Pinto de Sousa e Castro, João Ribeiro de Freitas Guimarães e Clementino Marcelino de Oliveira.
Nesta reunião é eleita a 1ª Direcção que foi presidida pela Dr. Abílio Torres. Armindo Pereira da Costa foi nomeado 1º Comandante e Joaquim António da Silva, 2º Comandante. Organizam-se peditórios e quermesses, cujos produtos revertem a favor da Corporação, possibilitando a compra de diverso material.Era o dia 8 de Maio de 1877 e numa bela manhã, o Corpo Activo da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vizela, com 30 homens garbosamente fardados, percorre as ruas de Vizela, depois de assistir a uma missa na igreja paroquial de S. Miguel.
Possuíam os bombeiros na altura o seguinte material: Uma bomba grande de 2 agulhetas, que custou 450$000 reis; 2 mangueiras que custaram 102$000 reis; um carro de material (escadas, bicheiros, machados, etc) que custou 150$000 reis; fardamento que custou 600$000 reis, etc. Todo este material foi comprado por donativos que a comissão instaladora consegui arranjar, lamantando-se na altura (se calhar, como agora!) o facto de ter somente doze sócios.
Ao longo destes quase 130 anos de existência, muitos são os louvores, condecorações e outras comendas que os Bombeiros já receberam, mas certamente o mais significativo de todos será o que foi concedido por D. Carlos I, em Carta Régia, atribuindo-lhes o titulo de Real Associação.
Por uma lápide epigráfica, de amplas proporções, de uns doze palmos de comprimento, retirada possivelmente de algum antigo pórtico, se depreende que junto das «termas romanas» de Vizela devem te








iniciou os seus estudos. Chamava a atenção a sua modéstia, a candura, o esforço em se aperfeiçoar na prática da vida cristã e os progressos que ia fazendo nos estudos. Entre outros foram estes os motivos principais que moveram o Arcebispo de Braga a admiti-lo, como seu familiar, e, sob os auspícios do Prelado, cursou as disciplinas eclesiásticas, vindo a ser ordenado sacerdote e nomeado Pároco da freguesia de S. Paio de Vizela, apesar da sua humildade e resistência.

